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Uma experiência de desenvolvimento


A aluna do curso de Direito, Tatiana Alvim, viveu a experiência de intercâmbio da AIESEC. A estudante passou dois meses em Bucaramanga, na Colômbia, trabalhando na Corporación Ciudad del Nino; uma fundação da cidade. Tatiana realizou atividades na área recreativa dando aulas de capoeira, de teatro e de dança para crianças. De volta ao Brasil, ela conta como foi a viagem.

“A oportunidade de fazer o intercâmbio pela AIESEC foi incrível não só profissionalmente, como pessoalmente. Os lugares, as pessoas e a cultura que conheci ampliaram meus horizontes e minha visão de mundo, transformando-me numa pessoa melhor e mais completa. A experiência me deixou mais responsável, madura, politizada, mas principalmente mais humana. E isso é algo impagável e imensurável. A lição que fica é de que quem se dá, recebe muito mais em troca, em todos os sentidos. Hoje, vislumbro que o que vivi foi um primeiro passo de um processo que não quero deixar de desenvolver em toda minha vida: de estar sempre disposta a conhecer sem preconceito, ceder e escutar, ter disciplina e estar aberta para o novo.”

 1- Por que você escolheu a Colômbia como o destino do seu intercâmbio?

Eu queria um lugar na América Latina, e que fosse diferente do que a maioria das pessoas busca. Queria que minha experiência fosse única, por isso decidi fugir do óbvio, e então surgiram algumas opções, dentre as quais estava a Colômbia. Analisando as vagas disponíveis, encontrei a de Bucaramanga que casava com minhas expectativas; o que foi crucial na decisão do meu destino final.

2- Quais foram as principais diferenças culturais que você observou entre o Brasil e a Colômbia?

O Brasil parece uma ilha na América Latina, por mais clichê que possa parecer dizer isso, e minha experiência me fez ter essa certeza. Na Colômbia todo mundo sabe sobre cultura, arte, música, política dos outros países latino-americanos, enquanto no Brasil a influência norte-americana é muito mais forte.

Fora isso, a Colômbia é um país que por seu contexto histórico desenvolveu uma juventude muito mais comprometida e politizada que o Brasil, e isso é notável nas mínimas coisas.

Por fim, o país tem músicas, danças e comidas muito diferentes das que temos aqui, o que fez a experiência do intercâmbio ainda mais rica e diferente.

3- Você teve algum problema de adaptação na Colômbia?

Não, pelo contrário. Desde o princípio, fui muito bem recebida e assessorada pelos membros da AIESEC de lá. Na verdade, o povo, de uma forma geral, recebe muito bem os estrangeiros.

4- Como você acredita que o intercâmbio te ajudou a desenvolver liderança?

Um líder tem que ser responsável, comprometido com horários e metas e eu pude desenvolver isso na Corporación Ciudad del Nino. Além disso, estar em um país diferente, com uma língua diferente, costumes diferentes, fez com que eu ficasse mais desenvolta para lidar com situações adversas e imprevistos, tendo mais jogo de cintura nesse tipo de situação.


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