A AIESEC em Juiz de Fora já tem sua diretoria para o ano de 2011. A eleição aconteceu em outubro e a diretora de Gestão de Talentos Anamaíra Spaggiari foi eleita Presidente do Comitê Local da AIESEC em Juiz de Fora para 2011. Já as diretorias de Finanças, Relações Internacionais Corporativas e Não corporativas, Comunicação e Marketing, Gestão de Intercâmbios e Gestão de talentos foram ocupadas por Lívia Fajardo, Ludmila Oliveira, Paula Bonfatti, Letícia Moraes, Talitha Évely e Bruna Estevanin, respectivamente.
Estudante de Comunicação Social na UFJF, Anamaíra Spaggiari também é integrante do PET-Facom, onde realiza atividades de pesquisa e grupos de estudo.
Anamaíra ingressou na AIESEC em Juiz de Fora no segundo semestre de 2009 e foi eleita diretora de gestão de talentos quinze dias após seu ingresso na organização.
Por que você decidiu se postular para o cargo de presidente?
A experiência de liderança na AIESEC possibilita um desenvolvimento e um amadurecimento profissional imensurável. Depois de passar um ano na Diretoria de Gestão de Talentos, percebi que deixar de se postular para a presidência seria desperdiçar uma oportunidade única. A decisão não é fácil e está envolta de questionamentos e insegurança, mas as dúvidas logo se desfazem quando se acredita em fazer sempre mais e melhor.
Como é se tornar presidente com apenas um ano de AIESEC?
Não é o tempo que importa, mas sim a intensidade com que você viveu as experiências nesse tempo. Ter sido eleita presidente foi a prova de que vivi um ano muito intenso como Diretora de Gestão de Talentos, tive aprendizados que não teria em outro lugar e convivi com pessoas ótimas e diferentes de mim.
Tornar-me presidente da AIESEC é uma experiência indescritível. Saber que além de direcionar um escritório, gerir recursos, planejar e atingir resultados poderei viver com pessoas que acreditam juntas em um impacto positivo, nas competências que desenvolvemos e nos valores que perpassam nosso dia-a-dia.
Já Lívia Fajardo tem 20 anos e é estudante de Administração na Faculdade Machado Sobrinho e de Ciências Econômicas na UFJF. Lívia tem um filho de três
anos e concilia suas atividades com a vida de mãe.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
Eu sempre tive o sonho de viajar para outro país e conhecer novas culturas, outros lugares diferentes, formas de pensar e agir diferentes. Eu sabia que a AIESEC ia me proporcionar essa vivência internacional, o que eu não imaginava é que eu me apaixonaria tanto pela organização e por todas as oportunidades de me desafiar e me desenvolver que encontrei trabalhando no escritório. É imensurável o crescimento pessoal e profissional que obtive depois que entrei na AIESEC. Porém, chegou um momento que eu percebi que queria mais, buscava aprender a lidar com as pessoas e ajuda-las a conseguir o desenvolvimento que eu consegui! Por isso me postulei para ser diretora de Finanças.
Como é conciliar duas faculdades, seu filho e a AIESEC?
Eu conto muito com a ajuda da minha família, pois durante a semana fico extremamente ocupada. Mas, ainda sim, tento me organizar para levá-lo à escola às 13h e buscá-lo às 17h. Além disso, procuro deixar apenas o essencial para o final de semana e assim dedicar esse tempo para dar atenção para ele.
Ludmila Oliveira tem 18 anos e é graduanda de Direito na UFJF. Além da AIESEC, Ludmila faz francês, inglês, e é vice-presidente da Comissão de Formatura de sua turma.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
“Por que não?” Para essa segunda pergunta existiam muitas desculpas, mas nenhuma resposta que fizesse sentido. Postulei-me para ser diretora porque vi uma oportunidade de me desafiar, de potencializar meu impacto. Enxergo a diretoria como um instrumento de impacto da AIESEC e eu queria ter a experiência de proporcionar às pessoas o impacto que a AIESEC está criando na minha vida. Via essa oportunidade como uma forma de ser para os outros o instrumento de desenvolvimento que foram para mim.
Quais os seus planos para sua gestão?
Os planos para a minha gestão são os três pilares da minha candidatura: estabelecimento de uma cultura de alta entrega, fortalecimento do posicionamento externo e a qualidade de experiências dentro da AIESEC.
Paula Bonfatti tem 18 anos e é estudante de Comunicação Social na UFJF. Além da AIESEC, Paula dá aulas de inglês. Em 2007, a eleita para a diretoria de
relações internacionais não corporativos fez intercâmbio nos Estados Unidos durante um ano. Segundo ela, o intercâmbio mostrou que não se precisa ir do outro lado do mundo para ter um choque cultural e uma experiência internacional que impacte positivamente.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
Decidi-me postular para um cargo de diretoria porque foi a melhor forma que encontrei de poder ter contato mais direto com a mudança que vejo e quero ver da AIESEC na vida das pessoas, com o impacto e com as “life changing experiences”! Além de estar me desenvolvendo pessoalmente e profissionalmente, estarei contribuindo para aquilo que acredito.
O que você aprendeu com a sua candidatura?
Com a minha postulação tive que fazer muita pesquisa e muita análise, o que foi um pouco difícil para mim. Penso que hoje, independente de serem eleitos ou não, todos os postulantes agregaram muito conhecimento, reflexões e desenvolvimento no processo de preenchimento.
Letícia Moraes tem 18 anos e também é estudante de Comunicação Social na UFJF. Segundo Letícia, a AIESEC é sua primeira experiência profissional.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
A experiência dentro da AIESEC é bastante flexível e cada membro é responsável por construir a sua história, de acordo com seus desejos e necessidades, através das diversas oportunidades oferecidas. Resolvi me candidatar para um cargo de diretoria por acreditar totalmente nos valores da organização, por ter sentido e presenciado o impacto positivo que ela pode causar nas pessoas. Além disso, acho que é uma oportunidade única de ser a responsável pela entrega final dos resultados de uma área, tendo que gerir pessoas de forma estratégica para que os melhores resultados sejam alcançados; de participar de forma mais ativa do planejamento da organização. Tenho certeza que o trabalho sob pressão, a busca pelo atingimento de metas e o trabalho em equipe me proporcionarão muito desenvolvimento pessoal e profissional.
O que você ainda quer melhorar em você através do seu trabalho na AIESEC?
De maneira geral, acho que a principal característica dos membros da AIESEC é a busca pela melhora, em todos os sentidos. Comigo não é diferente, faço o meu melhor em cada momento e sempre busco melhorar minhas fraquezas, ouvindo feedbacks e me inspirando em outras pessoas. Através do meu trabalho na AIESEC, quero desenvolver meu poder de comunicação e inovação, melhorar o autoconhecimento e aprender a gerir pessoas de forma efetiva.
Talitha Évely tem 20 anos e é graduanda em Comunicação Social na UFJF e está no sexto período. Ainda este ano, vai realizar seu intercâmbio pela AIESEC.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
A diretoria da AIESEC apresenta-se como um desafio para mim, pois liderar por um ano um time de pessoas de diferentes cursos, idades e histórias de vida é uma grande responsabilidade. Para mim, a experiência de diretoria na AIESEC é algo completamente distinto do que já vivi, pois a organização me permite o contato direto com pessoas de todos os lugares do mundo além de que me possibita trabalhar com um sonho das pessoas, que é o intercâmbio.
No que o seu intercâmbio pode ajudar na sua gestão?
Além de “experimentar” o produto que eu vendo para os estudantes, um intercâmbio me ajudará a conhecer outras realidades de mundo e cultura. Uma experiência faz com que você “pense fora da caixa”, seja mais independente, desenvolva sua adaptabilidade, inteligência emocional e resiliência. Além disso, durante o meu intercâmbio quero ter a oportunidade de trabalhar na AIESEC do país em que eu estiver e, assim, aprender com o modo de trabalho deles.
Bruna Estevanin tem 19 anos e também é graduanda em Comunicação Social na UFJF. Além da AIESEC, Bruna é bolsista PIBIC em um projeto que estuda semiótica aplicada a ambientes imersivos, no caso, a plataforma tridimensional Second Life. A estudante também é voluntária do PET/Facom e faz curso de
francês e inglês.
Por que você decidiu se candidatar para um cargo de diretoria?
Decidi-me aplicar para a diretoria desde a minha entrada na AIESEC. Com o tempo, surgiram outras oportunidades; como os programas de ensino que executo na faculdade, que sempre foram um sonho pra mim. Mas, foi vivenciando essas oportunidades que eu descobri que a organização ainda era a forma mais completa forma de alcançar meus objetivos e continuava sendo minha prioridade neste momento de vida que estou. Saber que, com 19 anos, tenho oportunidade de gerir um time dentro do escritório local da maior organização mundial de jovens é uma chance única.
Como se sentiu ao ser eleita para a diretoria de Gestão de Talentos, área da qual não faz parte?
Por não ser da área, inicialmente fiquei surpresa e com medo de não ser legitimada pelo time. Mas, logo comecei a interagir com o grupo e hoje sou membro até o fim do ano; tempo no qual me capacitarei de maneira funcional para a minha gestão em 2011. Ter um cargo de liderança, ser modelo para pessoas, especialmente da área de gestão de talentos que está diretamente ligada com a qualidade da experiência de cada membro na AIESEC; é uma responsabilidade enorme e uma grande motivação ao mesmo tempo. Atingir resultados através de pessoas é um grande desafio, por meio de desafios como esse que a gente cresce.