Juiz de Fora


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Uma cidadã global na Bolívia

aiesec » 13 julho 2010 » In AIESEC Juiz de Fora, Alumnus, Intercâmbio » No Comments

Trabalhar por causas sociais é muito importante para quem é beneficiado. No entanto, a gratificação pessoal de quem se esforça para ajudar o próximo supera todos os obstáculos e faz da meta alcançada uma experiência inesquecível. Quando realizado em uma realidade totalmente diferente daquela em que se vive, o trabalho social ganha um significado ainda mais relevante, tendo em vista que só é possível conhecer a si mesmo por meio do outro, do aparentemente diferente.

Mariana Salomão cursa o 4° período de Direito na Universidade Federal de Juiz de Fora. Em sua faculdade, ela costuma ouvir falar em Direitos Humanos. Mas a teoria só se torna relevante quando é colocada em prática. Por isso, ela decidiu agir. Escolheu fazer o intercâmbio da AIESEC “Cidadão Global” em um país economicamente pobre, mas riquíssimo em cultura e em hospitalidade: Bolívia. Veja um pouco do que ela tem a contar sobre esta experiência:

Brasil e Bolívia: proximidade e contrastes

“O intercâmbio na Bolívia foi interessantíssimo, uma vez que este país possui uma cultura muito diferente da nossa. Foi bom ter a oportunidade de viver em um lugar cuja maior parte da população vive no campo e ver línguas nativas que se mantêm tão vivas – Quechua e Aymará – ao lado da língua espanhola. É curioso, também, ver as cholas, índias bolivianas que andam com roupas típicas por toda a cidade. Além disso, a Bolívia oferece lindas paisagens, muitas delas, não temos no Brasil, o que torna a ida ao país ainda mais fascinante.

Fui muito bem recebida pelo povo boliviano, principalmente, pelos membros da AIESEC, que fizeram questão de me apresentar todos os aspectos culturais da Bolívia.

A principal diversidade que eu encontrei foi a comida, que é bem diferente da do Brasil. Eles não têm o costume de comer feijão e massas, por exemplo; além disso, a comida é bastante apimentada, por causa do llajwa, molho bem picante usado em muitos prato. É sempre bom experimentar uma quantidade pequena, porque há llajwas mais picantes que outras, e também não é bom abusar, porque não estamos acostumados com algo tão forte. Normalmente, a refeição é composta por sopa, seguida do prato principal e, por fim, a sobremesa.

A grande quantidade de comércio informal praticado na Bolívia é outra diferença cultural. É bom barganhar, porque o preço sempre cai. Os táxis não possuem taxímetro, o que torna necessário combinar o preço antes da corrida. Na maioria das vezes, também é possível barganhar (e quando não o é, sempre há outro táxi que vai aceitar sua proposta).

A experiência sócio- profissional em Cochabamba

Trabalhei por três meses em Cochabamba, cidade do interior da Bolívia, de segunda a sexta, na Fundación V.I.D.A. Plena, de 8h às 18h. Primeiramente, o trabalho consistiu em arrecadar recursos para a realização do “Acampamento Nacional para Crianças e Jovens Diabéticos”, para o qual nós conseguimos 4000 euros da fundação alemã Insulin Zum Leben, além de outros recursos de empresas bolivianas. Com um montante suficiente, passamos a planejar o acampamento, que se realizou em Santa Cruz de La Sierra, de 21 a 24 de janeiro de 2010.

Após o evento, trabalhamos no projeto “Laboratório Móvel”, que consiste em possibilitar o acesso a certos exames a diabéticos e a pessoas que correm o risco de desenvolvê-la. O objetivo é a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença, a fim de evitar possíveis complicações. Nossa missão foi organizar o projeto e enviá-lo a fundações internacionais, com o intuito de conseguir doações.

Este intercâmbio me fez aprender a lidar com situações, muitas vezes difíceis, uma vez que a fundação na qual trabalhei contava com poucos recursos. A liderança e o trabalho em equipe foram fundamentais para buscar patrocínio e realizar projetos , gastando pouco dinheiro.

Por meio desta experiência, conheci mais sobre a Diabetes, doença que afeta inúmeras pessoas no mundo inteiro. Além disso, o período em que estive em um dos países mais pobres da América Latina foi muito importante para desenvolver o autoconhecimento. Ver a realidade do povo boliviano de perto foi fundamental para que eu pudesse ampliar minha visão de mundo e, também, melhorar minhas atitudes com relação às pessoas.”

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Rússia: um destino surpreendente

aiesec » 02 julho 2010 » In AIESEC em Juiz de Fora, Alumnus, Intercâmbio » 1 Comment

Morar em um país distante, longe de suas raízes, de seus amigos e de sua família pode dar origem a um friozinho na barriga. No entanto, sair da zona de conforto, conviver com pessoas aparentemente estranhas, descobrir semelhanças e aprender com as diferenças, com certeza significa um ganho pessoal incomparável.

Vinícius Lopes, formado em Letras pela UFJF fez de sua experiência de intercâmbio uma grande oportunidade para sua vida profissional. Por meio desta, tornou-se um líder empreendedor e, hoje, aplica os conhecimentos adquiridos durante os três meses em que passou na Rússia, em sua própria escola de idioma. Veja o que Vinícius tem a contar sobre esta enriquecedora aventura:

A decisão de fazer um intercâmbio

Exige-se do homem, hoje em dia, uma visão cada vez mais pluricultural. Hábitos de viagem nos levam à busca por conhecer melhor o mundo e nossas habilidades de adaptação a outros ambientes. Apesar de não concordar muito com essa política que tem tornado experiências no exterior condição
sine qua non, entendi o quanto poderia lucrar pessoal e profissionalmente de uma viagem para o exterior.

Descobri na AIESEC a oportunidade de realizar um sonho pessoal, conhecer a Rússia, e aprimorar minhas qualidades acadêmicas no ensino de língua inglesa. No final de 2008, me senti pronto para encarar essa jornada, formado em Letras pela UFJF e com apoio dos amigos e suporte da família.

Voltei certo de que viajei no momento mais adequado. Foi uma mudança completa de rumo: saí da vertente acadêmica e me desafiei ao empreendedorismo. Hoje, um ano depois, digo que valeu a pena cada medo que eu enfrentei e toda insegurança que superei.

A escolha da Rússia como destino

Sempre quis conhecer a Rússia por dois de seus atrativos: arquitetura e história. Mas, após decidir fazer um intercâmbio pela AIESEC, houve um longo processo de procura por vagas para mim. Eram muitas possibilidades em diversos países, uma vez que eu era um dos poucos candidatos do programa Teaching to Learn disponíveis na época. Fui selecionado para estagiar durante três meses no Centro de Educação Intensiva B.IQ., na cidade de Ufa, capital da República do Bascortostão, nos Montes Urais, parte europeia da Federação Russa. Dar aula de inglês apresentando a cultura brasileira foi uma combinação muito atraente. Igualmente, a oferta de acomodação, alimentação e transporte, bem como um salário, além do carinho no trato por parte da @ UFA me fizeram viajar confiante de que teria uma experiência muito positiva.

Diferenças culturais entre Brasil e Rússia

O que exige muita adaptação é o clima. Mesmo no final da primavera, fazia -20ºC. Chegou o verão e, por conta da estrutura própria para suportar o longo inverno, faz um calor muito abafado.

A arquitetura, as comidas, os cheiros… é tudo muito diferente do que estamos acostumados a ter no Brasil. É uma cultura que ainda permanece pouco próxima de nós. Pequenos detalhes nos hábitos higiênicos e alimentares parecem questionáveis.

O trânsito – que admite dois paradigmas do motorista, já que o mercado local importa automóveis com volantes à esquerda e à direita – era muito confuso e eu me sentia inseguro andando de carro. Os ônibus têm um sistema de nomes para cada estação, sem roleta e com pagamento feito direto ao motorista na saída. Ou seja, difícil para quem está acostumado a puxar a cordinha.

Na região em que morei, as religiões predominantes são o catolicismo ortodoxo e o islamismo, ambas consideravelmente diferentes do que se vê costumeiramente no Brasil, principalmente no que diz respeito ao comportamento das mulheres – há uma grande valorização do casamento e rigorosas críticas sexistas.

O fim da União Soviética ainda é recente e o histórico político e social dos russos os tornou um povo alegre, porém desconfiado e temente a novas revoluções. Sexo é um dos maiores tabus – eles acreditam que não há gays lá, por exemplo.

Sair de casa e olhar para os outdoors, placas, propagandas e não entender nada é muito desconfortável – aprender o idioma é um desafio, primeiramente, por conta do alfabeto cirílico, mas também por conta da gramática russa, que faz uso de um sistema de declinações que modificam até nomes próprios, dependendo do contexto. Mas quis interpretar tudo de uma forma positiva e gostei de viver nos padrões russos durante esses três meses.

O impacto do intercâmbio na vida profissional

Fui em busca de crescimento profissional, que era a minha prioridade no momento. Muito se fala em pós-graduação, mestrado e doutorado. Vejo as pessoas muito preocupadas em entenderem como o homem funciona, mas poucas sabem entender como conviver junto aos homens. Sempre achei a Rússia muito diferente do Brasil. Ao mesmo tempo, o bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) aponta para as nossas semelhanças. Fui atrás de informações sobre a visão de mundo deles. Provou-se muito diferente por várias experiências que vivi.

Nesse tempo, trabalhei com uma metodologia muito interessante, eficiente para o ensino de inglês e diferente de tudo com o que já havia trabalhado e estudado no Brasil. Como minha maior experiência no Brasil foi com um grande público popular e menos favorecido economicamente, trabalhar com grandes empresários me exigiu muitos esforços dos quais não lançara mão até então. Foi um choque grande e positivo.

O maior e mais inesperado ganho foi ter sido desafiado a trazer o Centro de Educação Intensiva para o Brasil. Hoje sou dono do meu próprio empreendimento, fruto da minha experiência na AIESEC e valiosa aliança entre mim e meus amigos e parceiros profissionais russos.


O desafio com o idioma russo

A influência da cultura de países de língua inglesa é menor na Rússia do que no Brasil. Entretando, eles têm mais contato com diferentes línguas do que nós aqui – a região onde morei tem dois idiomas oficiais e muitos têm o alemão como língua estrangeira preferida. Principalmente por isso (mas também por questões fonológicas), os russos têm mais traquejo para lidar com outros idiomas. Entretanto, foi a metodologia da escola em que trabalhei que possibilitou minha comunicação com os alunos, sem que eu soubesse russo ou eles português. Antes de cada aula, eu preparava diálogos com uma estrutura específica, com a qual os alunos já tinham familiaridade. Além disso, expressões corporais também fazem parte da comunicação e o professor de língua estrangeira que toma consciência disso consegue desenvolver um trabalho muito mais eficiente.

Uma experiência de liderança

Meus diretores russos foram dois grandes exemplos de líderes: um de tudo que eu almejo alcançar, outro de tudo que eu não quero para mim. Felizmente fiquei muito próximo de um deles.

Natasha, a minha diretora, é uma mulher muito inteligente, criativa e cheia de gás para por suas ideias em prática, sempre com muita garra para alcançar suas metas. Ela me incentivava a todo momento. Ela tem a cara da AIESEC e, assim, alinhada com os interesse organização, ela é capaz de enxergar o potencial de cada um dos aiesecos que ela recebe. Ela enxergou o meu melhor e explorou isso, porque sabia que o lucro seria para ela também, com alunos satisfeitos e, consequentemente, mais clientes e mais lucros. Foi então que, depois de muitos elogios meus ao material, ela me intimou a passar de professor de inglês a businessman.


O impacto do intercâmbio no desenvolvimento pessoal

Morar em uma cidade estranha, longe de toda sua história, família, amigos, cultura e etc., te leva, antes de mais nada, a seguir instintos. Porém, racionalizar a situação só é possível se você aprende a controlá-los. E foi assim, negociando entre minhas raízes e minha adaptabilidade, que achei o meio termo ideal para me sentir à vontade e me manter de coração e mente abertos durante a minha viagem.

Longe do Brasil, me senti brasileiro, com minhas preferências, hábitos e jeito de pensar diferentes daqueles dos russos. Mais que isso, me senti cidadão do mundo, presente em um país tão distante, conseguindo me comunicar em inglês, capaz de arranhar no russo e me dando tão bem com as pessoas. Falando do meu país e aprendendo tanto sobre outro me levou a me entender como apenas uma grande peça nesse grande quebra-cabeça que é o mundo. Com paciência, tudo se encaixa, redondinho.

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Conheça nossos cases

aiesec » 08 abril 2010 » In AIESEC em Juiz de Fora, Alumnus, liderança, Processo Seletivo » No Comments

“A minha experiência na AIESEC começou já no processo seletivo em setembro de 2008, quando, no primeiro período da faculdade de Comunicação, pude participar de dinâmicas, entrevista e exame de línguas, momento importante para eu entender o tamanho daquela organização e as proporções que aquele “estágio” poderia tomar na minha vida. Não seria uma experiência qualquer de trabalho, seria o grande momento em que eu poderia me desenvolver profissionalmente, trabalhando com temas como internacionalismo, sustentabilidade e responsabilidade social, estando um passo a frente dos meus colegas de faculdade.

Fui alocada na área de Gestão de Talentos, na qual trabalhei por 3 meses como membro responsável por treinamentos, avaliação de competências e coaching. Mas, percebi que precisava me desafiar e procurar me desenvolver ainda mais. Foi então que me candidatei para o cargo de diretora da área de Gestão de Talentos e fui eleita para trabalhar durante um ano como Corpo Executivo da organização.
Lidar com planejamento, metas, prazos, gestão, processo seletivo e acompanhamento de todos os talentos da AIESEC em Juiz de Fora trouxe frutos que eu nunca imaginaria ter como uma profissional da Comunicação.

A experiência na AIESEC é um intercâmbio por si só, pois você convive com membros de outros cursos, e aprende a entender o mundo de uma forma muito mais plural. Acredito que o grande diferencial de viver essa experiência é a troca diária, é o desenvolvimento sem fim, é você poder sempre escolher desenvolvimento e a AIESEC te oferecer o mundo como opção.”

Camila Rodrigues Guedes é estudante do quarto período de Comunicação Social da UFJF,  foi diretora de Gestão de Talentos da AIESEC em Juiz de Fora no ano de 2009, e hoje é estagiária da Kojio Comunicação.

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Conheça nossos cases

aiesec » 07 abril 2010 » In AIESEC em Juiz de Fora, AIESEC Juiz de Fora, Alumnus, liderança, Processo Seletivo » No Comments

“Fui membro da AIESEC em Juiz de Fora ao longo de todo o ano de 2005, quando passei pelas áreas de Finanças, Relações Corporativas e, por fim, assumi o cargo de Presidente do Escritório.

A AIESEC foi fundamental para meu desenvolvimento pessoal e profissional, de modo que hoje atribuo várias das conquistas que obtive ao enorme crescimento proporcionado pela experiência de AIESEC. Primeiramente, considero o auto-conhecimento fundamental para o sucesso e pude conhecer minhas forças, fraquezas e limites encarando desafios e, principalmente, traçar meu plano para o desenvolvimento de minhas potencialidades, o que me proporcionou auto-confiança e me fez ver com mais clareza tudo aquilo que sou capaz.

A oportunidade de praticar conceitos e teorias que até então eram apenas idéias no papel também foi fundamental para a construção do meu conhecimento em Administração e, mais que isso, para que eu tivesse certeza de que estava definitivamente no “curso certo”. Ainda, o aprimoramento do nível de inglês, as oportunidades de desenvolvimento da minha rede de contatos sociais, as eternas amizades surgidas e os inesquecíveis momentos de diversão proporcionados foram todos aspectos extremamente importantes para fazer da minha experiência na AIESEC uma forma única e diferenciada de desenvolvimento, intensa e inesquecível. Foram certamente muitos dos momentos mais marcantes de minha vida e também muitos dos momentos e pessoas com as quais mais aprendi e me desenvolvi. Não tenho dúvidas sobre a capacidade da experiência na AIESEC tem de fazer os jovens descobrirem e realizarem seus potenciais e acredito fortemente na utilização desta capacidade para a construção de gerações de jovens líderes, responsáveis e que contribuam com seu impacto positivo por um futuro melhor.”

Marcelo Oliveira Daher foi Diretor e Presidente da AIESEC em Juiz de Fora em 2005. É formado em Administração pela UFJF e hoje é consultor do INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial), empresa fundada pelo empresário Vicente Falconi Campos.

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Liderança consciente

aiesec » 22 março 2010 » In Alumnus, liderança » No Comments

A AIESEC possui muitos cases de sucesso envolvendo ex-membros que tiveram cargos de liderança na organização e que hoje promovem impacto positivo na sociedade. Otto Vontobel é um exemplo disso. O empresário foi diretor da AIESEC em Santa Maria. Além disso, foi diretor e também presidente da AIESEC no Brasil. Atualmente, ele é sócio da CVI, trabalhando com água mineral e refrigerante. Em entrevista para AIESEC em Juiz de Fora Otto fala sobre a liderança e valores.

 1- O atual presidente da Unilever no Brasil, Kees Kruythoff, afirma: “Gosto do tom desafiador dos jovens e acho inspirador ouvi-los”. No atual contexto, qual deve ser o caminho do jovem líder para que consiga atingir o sucesso profissional?
Paciência e Persistência. Acredito na força de vontade e capacidade de realização que os mais jovens têm. Aliar isto ao controle da ansiedade, na minha visão, oportuniza crescimento mais sólido e duradouro. Por analogia, nas corridas do atletismo, existe muita diferença entre correr 100 metros rasos, 1.000 metros ou uma maratona. Vejo a vida como uma maratona e cada um define para onde está correndo, quem são seus treinadores e companheiros de treino e de prova. Focar os esforços no que é ponto forte e ter humildade e sabedoria para reconhecer as limitações, corrigindo quando possível, na minha opinião, levam a uma vida bem sucedida.

2- Qual foi o seu maior desafio como líder?

Manter-me firme em minhas convicções. Você não deveria estar se perguntando, se você tem princípios e valores bem definidos? O que acontece é que praticá-los é mais difícil do que concebê-los. Independente da bandeira que cada um de nós defende (refiro-me a bandeira sendo ela uma marca, uma empresa ou mesmo uma causa), aparecerão momentos em que você estará só e terá que decidir: sim ou não, ele (a) ou eu, direita ou esquerda e a resposta que o levará ao sucesso percebido pelos outros pode ser exatamente a que só você sabe que não é correta frente a suas convicções. Desafios como este definirão ao longo de sua carreira o rumo que ela tomará, e somente as decisões que lhe derem paz de espírito é que darão tranqüilidade ao deitar, mesmo com as incertezas naturais de cada decisão.

3- Qual o seu perfil ideal de líder? Em quem você se espelhou?

Tenho 36 anos, ao longo de minha vida, já me espelhei em muita gente. Acredito que além de familiares bem sucedidos, colegas, professores, amigos e personalidades que fazem bem feito o que se propõe, ou pelo menos, aos meus olhos aparentam fazer o que é correto. Sem querer ser religioso, acredito em Jesus Cristo e ao ler a Bíblia, tenho reconhecido Nele um homem que junta em si várias características do perfil que quero ter: humildade, integridade, determinação, domínio próprio, compaixão, agregação…

4- Como você vê o papel dos negócios sociais no futuro dos investimentos e do mercado?

Em um mercado dirigido por preço, onde todos querem ganhar mais e pagar menos pelo que compram, ter produtos competitivos que possibilitem a ampliação da base de consumidores, em minha visão, também é função social das empresas. Acredito que o nível de consciência das pessoas aumenta devido à inclusão educacional e com isto a percepção dos consumidores passa a valorizar as empresas e os produtos que, além de suprirem a necessidade que se propõem a custo aceitável, cuidam do seu entorno (pessoas e planeta).

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Liderança segundo um líder

aiesec » 06 fevereiro 2010 » In Alumnus, liderança » No Comments

A AIESEC é uma rede global que tem o objetivo de estimular a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança dos seus membros, a partir do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, para que impactem positivamente na sociedade.

Conrado Kaczynski viveu a experiência de liderança dentro da organização. Ele foi presidente da AIESEC em Porto Alegre em 2006, Diretor de Desenvolvimento da AIESEC no Brasil em 2007 e presidente da AIESEC no Brasil em 2008. Atualmente, trabalha com empreendedorismo no Instituto Endeavor. Confira a entrevista de Conrado sobre mercado de trabalho e liderança. 

1- A FIAT já firmou acordo com 44 universidades nacionais e internacionais para aumentar o interesse dos universitários por suas oportunidades. A geração Y é conhecida pela rapidez das experiências e alto fluxo de informação. Quais devem ser os focos do estudante universitário para que esteja preparado para o mercado quando estiver diplomado?

Acredito que nesta fase o foco é obter uma alta VARIEDADE de experiências. Pode ser trabalhar em lugares diferentes, executar diversas funções em um mesmo lugar, realizar trabalhos voluntários, estágios, organizar atividades na faculdade, criar projetos, escrever um blog, viajar. Tudo isso vai gerar um auto-conhecimento que vai ser importante para um universitário entender onde estão os seus pontos fortes, que ainda precisa ser aprendido, o que gosta de fazer e que tipo de trabalho se quer desenvolver depois que estiver com o diploma.

 2- Qual foi a situação pessoal de maior dificuldade como líder?

Várias, a maioria delas relacionada a pessoas. Um dia voltei de uma viagem de 20 dias e encontrei minha equipe de 10 pessoas desalinhada, sem vontade de trabalhar e de mau-humor. Estávamos longe das metas, com prazos curtos, psicologicamente cansados e precisávamos de muito esforço para reverter a situação, mas não tínhamos um pingo de energia para dar a volta por cima. Fui atrás da nossa coach profissional e depois de ouvir que a situação era realmente tão ruim quanto eu pensava, passamos 2 horas montando o conteúdo de um discurso que eu teria que ter com eles, e escolhendo o momento certo para isso. Acertamos no ponto. Nunca tinha visto tanta energia surgir do nada. Nessas horas não adiantou nada do que aprendi na faculdade, método nenhum resolveu e dinheiro era inútil. Foi tudo na fala.

3- Qual o seu perfil ideal de líder? Em quem você se espelhou?

Não consigo ver nenhum perfil que seja ideal. Acho que cada situação, e mesmo cada momento dentro da mesma situação, requer um perfil diferente. Considero competente aquele líder que consegue adaptar suas atitudes de acordo com o momento, sabendo alternar com fluência entre centralização e descentralização, entre foco no curto e longo-prazo, ou entre o caos e a organização. De modo genérico, acho que em todo líder deve agir com o princípio de atingir resultados através das pessoas.

Aos 13 anos tive um professor que sabia lidar com gente melhor que qualquer pessoa que conheci até hoje. Uma das pessoas que eu coordenava tinha uma capacidade de mobilização e influência enorme dentro da equipe, mesmo não estando na posição de “chefe”. E um dos presidentes da AIESEC que eu conheci falava de uma forma tão persuasiva e envolvente que acabava conseguindo convencer e levar as pessoas à ação em quase todas as idéias que comunicava. Essas foram algumas pessoas em quem eu me espelhei.

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Desenvolvendo os futuros líderes

Renan Caixeiro » 14 março 2009 » In Alumnus » No Comments

Alumni AIESEC, Prêmio Nobel da Paz

Alumni AIESEC, Prêmio Nobel da Paz

Desenvolver competências de liderança é um dos desafios da AIESEC ao redor do mundo. Para isso, o estudante passa por experiências como o trabalho nos escritórios da organização e o intercâmbio profissional. Com o intercâmbio, o aieseco tem a possibilidade de aprender e descobrir uma nova cultura, novos hábitos e uma nova maneira de ver o mundo. Nos escritórios, a experiência máxima é a liderança de equipes.

Contamos hoje com mais de 800 mil ex-membros (alumni) que passaram por uma ou por essas duas experiências principais – posições de liderança e intercâmbio. Os Alumni são o exemplo máximo do impacto positivo de jovens e futuros líderes na sociedade. Abaixo, exemplos de líderes, Alumni da AIESEC, que mudaram e estão transformando a cidade, o país e o mundo em que vivem.

Clique nos nomes e veja outras informações sobre a história desses grandes nomes.

Líderes de Governo que foram membros da AIESEC

 

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Em 2008, a AIESEC completou 60 anos de existência e Martti Ahtisaari se tornou um dos Alumni mais conhecidos no planeta, ao ser homenageado com o Prêmio Nobel da Paz.

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