A estudante de Engenharia Elétrica e Diretora de Relações Internacionais da AIESEC em Juiz de Fora em 2009, Maisa Barbosa, conta como a experiência de trabalho na AIESEC tornou-se um diferencial para que ela conseguisse ingressar em uma das maiores empresas do setor de geração do Brasil.
Por que você decidiu entrar na AIESEC?
“Entrei na AIESEC em abril de 2008, no primeiro processo seletivo da AIESEC em Juiz de Fora. Um dos fundadores da AIESEC era meu amigo, da minha sala. Ele sempre me falava sobre essa tal “organização”. Eu nem sabia muito bem o que era, mas me interessei pela idéia da gestão e das oportunidades, pois estava mesmo à procura de um lugar em que eu pudesse tomar a iniciativa e liderar, e via pouco disso na faculdade. Também me impressionou muito o fato de ele estar tão envolvido com essa iniciativa, já que ele até desistiu de fazer um intercâmbio comigo e com um colega, e também porque sempre admirei sua inteligência e sabia que ele não estaria trabalhando tanto se não valesse muito a pena.”
Depois de ter entrado na organização, o que fez com que você ficasse e seguisse carreira?
“Nunca esquecerei o encerramento da etapa de dinâmicas do processo seletivo. A Faviane (Diretora de Gestão de Talentos na época, e que viria a ser a Presidente da AIESEC em Juiz de Fora em 2009) nos desafiou a refletir sobre as nossas aspirações e buscas, ao som da música “caçador de mim”. Senti uma grande afinidade com a AIESEC, porque vi pessoas “inquietas”: que, como eu, queriam mais de si mesmas, queriam desafios, e não encontravam nas atividades normais da faculdade o ambiente que as possibilitasse expressar e canalizar essa inquietude. Uma de minhas grandes amigas, a Camila, Diretora de Gestão de Talentos em 2008, resumiu minha contribuição como diretora da AIESEC: a “voracidade”. E acho que foi isso que me manteve na AIESEC: uma enorme vontade de me superar, e o fato de encontrar pessoas assim também.”
Quais cargos de liderança você o ocupou? Como foi? Qual o aprendizado obtido no(s) cargo(s)?
“Em 2008, assumi, no fim do ano, a responsabilidade pelo I AIESEC Networking, um evento corporativo com o objetivo de atrair parceiros. Foi uma experiência muito importante, pois despertou em mim a vontade de liderar e de trabalhar em projetos desafiadores, e também me confrontou com as minhas limitações em lidar com pessoas diferentes e em gerir meu tempo, me preparando para o cargo seguinte. Em janeiro de 2009, comecei minha carreira como Diretora de Relações Corporativas, cargo no qual fui desafiada a quebrar meus paradigmas e idéias pré-concebidas desde o início, vivendo intensamente a diversidade e desfrutando dela. Também desenvolvi uma enorme capacidade de superar frustrações e de trabalhar sob pressão, canalizando a tal “voracidade” para a solução de problemas e identificação de tendências, o que me levou, inclusive à uma mudança na estrutura da área para Relações Internacionais. A nova área, criada a partir da identificação da necessidade de trabalhar interfaces e a visão holística da organização, colocou-me ainda, em contato com o ambiente internacional da AIESEC, potencializando a experiência de diversidade e flexibilidade de opinião. Mas nenhum desses aprendizados se compara ao auto-conhecimento e à sensibilidade aos outros que a liderança na AIESEC me proporcionou. Ser, mais do que responsável por metas, responsável pelo desenvolvimento pessoal de outros membros, foi incrivelmente mais desafiador do que minhas provas de cálculo ou minhas negociações com empresas, e colocou-me em contato direto com a missão da AIESEC.”
Como você acha que a AIESEC desenvolveu liderança em você?
“A liderança e o desenvolvimento da AIESEC vêm pela prática, suando a camisa. A AIESEC é a plataforma, ela disponibiliza o que você precisar para atingir seus objetivos, desde que você assuma a responsabilidade pela sua própria experiência. Quando você se dispõe a sair de sua posição de conforto, e se compromete com um objetivo “inatingível”, trabalhando com pessoas diferentes e situações inusitadas, não há outra escolha a não ser quebrar seus paradigmas, deixar as desculpas de lado, e se superar: Somos limitados não pelas nossas capacidades, mas pela nossa visão. Quando você entende na prática a missão da AIESEC, de promover a paz e o preenchimento das potencialidades humanas, fica mais fácil ser um bom líder!”
Quais as três coisas ou experiências mais valiosas que você obteve durante a sua experiência na AIESEC?
“Certamente, as pessoas que tive a oportunidade de conhecer na AIESEC me proporcionaram aprendizados que levarei comigo. A diversidade dos membros da AIESEC é tão significativa que chega a ser irônica a extrema afinidade de valores, o chamado perfil AIESECo, a essência da AIESEC. São grandes amigos, pessoas que me desafiam, que me mostram perspectivas completamente diferentes, e com as quais me divirto muito também! E com certeza, futuros colegas de trabalho, parceiros, contatos de networking.”
A segunda experiência mais valiosa é a de ver o desenvolvimento dos membros dos quais você é líder. Nada é mais gratificante e comprova mais verdadeiramente uma liderança bem sucedida do que o crescimento dos liderados. É muito bom vê-los como líderes agora, dando continuidade ao meu trabalho e superando minhas conquistas!
E a terceira, mas não menos importante experiência, é o impacto que a expereência internacional promove, em nós mesmos, intercambistas e membros, e nas pessoas e organizações que vivem indiretamente essa experiência. A AIESEC escolheu o intercâmbio internacional como a forma de atingir a paz e o preenchimento das potencialidades humanas, e não consigo pensar numa melhor forma de alcançar isso, pois o intercâmbio é capaz de enormes transformações!
Você sente que é uma pessoa diferenciada no mercado de trabalho após ter passado pela AIESEC? Por quê?
“Definitivamente, as habilidades de liderar, de pensar estrategicamente, de tomar iniciativa e de trabalhar sob pressão se destacam no mercado de trabalho. Faço faculdade de engenharia elétrica, e hoje trabalho numa das maiores empresas do setor de geração do Brasil. Destaquei-me na seleção para esse cargo pela postura madura e pela visão estratégica, que meu supervisor de estágio disse não ter encontrado em nenhum outro candidato, e que eu atribuo 100% à AIESEC. Entretanto, acredito que o que mais me diferencia como profissional são os valores que encontrei na AIESEC. Apesar de meu trabalho na organização não ter sido na área de engenharia, a profunda reflexão sobre nós mesmos e o mundo a nossa volta que a AIESEC promove, fez com que eu me “encontrasse” como profissional. Graças à AIESEC, sei o que é importante para mim, sei como posso me desenvolver e gerar um impacto positivo através de minha carreira. Posso dizer que estou mais preparada para ser uma engenheira de sucesso e apaixonada pelo que faz, que sabe o que quer e que escolhe seus próprios caminhos.”
Por que você recomendaria a AIESEC?
“Eu recomendaria a AIESEC às pessoas que estão em busca de desafios pessoais e únicos, pois a organização que possibilita a seus membros serem os autores de suas próprias experiências. Ela proporciona infinitas possibilidades, num ambiente favorável, para nos desenvolvermos como pessoas e como profissionais. Conecta-nos com as mais importantes tendências, as mais diversas culturas e, certamente, com os CEO’s do futuro; e confronta-nos com nossos próprios valores, aspirações, capacidades e limitações. Aqueles que entram de cabeça nessa organização tornam-se não apenas pessoas mais qualificadas, mas pessoas que sabem o que querem, e usam suas habilidades para chegar lá.”
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