Quando falamos em liderança, sempre citamos características de um bom líder, fatores que influenciam este perfil e que podem ajudar o jovem a ingressar no mercado de trabalho. Mas já é realidade em muitas empresas, jovens assumirem cargos importantes e de grandes responsabilidades.
O senso comum é imaginar alguém mais velho e maduro para ocupar este tipo de cargo. Porém, maturidade e idade já são características distintas no mercado e hoje vamos dar dicas de como deixar em evidência suas habilidades e competências, mostrando que a liderança jovem pode sim, ser tão boa quanto uma liderança experiente.
Como superar a falta de experiência?
Humildade e gestão de competências, duas competências importantes para o jovem líder. Se você precisar orientar ações ou comportamentos que nunca vivenciou, deve ter a humildade de encontrar alguém no grupo que possa ajudar, obter esta experiência e tornando-se hábil a agir de forma conjunta e democrática. É aí que você se destaca, passando serenidade e confiança nos momentos de crise.
Evite a vaidade
Um sentimento comum no ser humano e péssimo companheiro dos líderes. O olhar deslumbrado para o status faz com que muitos jovens busquem posições de liderança simplesmente pela posição, pelo poder e pelo destaque. A vaidade mostra alguém focado em si mesmo, mostrando com extravagância seus pontos
positivos e escondendo seus pontos negativos. É por isso que o líder vaidoso não se desenvolve e não conquista o respeito da equipe. Liderança, antes de tudo e em especial para a juventude, deve ser entendida como FUNÇÃO e não como POSIÇÃO.
A questão maturidade
Maturidade não é definida pela passagem por eventos tradicionais, tais como formar-se, casar-se, ter filhos, adquirir imóvel, empreender, etc. Mas pela mudança na personalidade e no comportamento. Também não é uma característica exata. Os processos que levam a maturidade são imprevisíveis e sem controle. Variam de acordo com cada perfil. Uma das formas de monitorar é observar a emotividade fora do equilíbrio e a nossa forma de lidar com a ansiedade.
Em um segundo momento, diante das necessidades, começamos a repetir ações, colocar disciplina e nossos processos começam a ganhar padrão. A partir daí entra o processo de desenvolvimento humano, propriamente dito, onde as experiências se voltam para o aperfeiçoamento contínuo.
O mito da perfeição
O desenvolvimento de competências pode ser ampliado no jovem líder a partir de uma política de gestão por competências e relacionamento interpessoal forte. É importante deixar claro que eficiência é diferente de perfeição, que não existe. O estilo perfeccionista de liderar imprime um ritmo descompassado porque vive de pequenas e inadequadas avaliações seguidas de redirecionamentos tipo “apaga incêndios”.
Além de todas estas características é bom ficarmos atentos para que o ambiente competitivo não se torne exagerado e que os jovens recebam feedback sobre seu trabalho e tenham um acompanhamento pelas empresas . O ideal é que sejam formados, dentro destas ideias, um líder-consultor, aquele que planeja, orienta e coordena as ações, transmitindo segurança e, apesar de ser suscetível a dificuldades, saiba lidar com o foco em soluções e não em problemas.
*Texto adaptado do artigo de Múcio Morais, postado no portal Administradores.
Via AIESEC Brasil – Blog