A visão estratégica de um líder
Com mais de 60 anos de história, a AIESEC já desenvolveu o potencial de liderança em jovens dos cinco continentes. Tiago Dadalto Schettino vive essa experiência Aieseca. Ele foi vice-presidente de Gestão da Informação da AIESEC em Vitória em 2008 e Gestor de Informações da AIESEC no Brasil em 2009, trabalhando com desenvolvimento de escritórios. Atualmente, continua no cargo de gestor da informação da AIESEC no Brasil.
Tiago também estagiou em grandes empresas do estado do Espírito Santo, como a Vale do Rio Doce, a Arcelor-Mittal e a Aracruz Celulose. O Aieseco chegou a trabalhar como analista da Vale, em Vitória, com suprimentos. Confira a entrevista de Tiago sobre liderança na área de gestão da informação, perfil de um líder e tendências no mercado de trabalho.
1 – Rolf-Dieter Acker, Presidente da Basf na América Latina, afirma: “Para inovar, é preciso pensar não só no que os consumidores querem agora, mas também no futuro.” Como o envolvimento com questões globais interfere na gestão do líder atual?
Para desdobrar sua estratégia em alinhamento com as necessidades externas o líder atual deve ter conhecimento das tendências que lideram o mercado. As questões globais indicam muito dessas tendências, que influenciarão a tomada de decisão nas empresas. O líder deve buscar se envolver com essas questões a fim de ter uma visão externa consolidada, que permitirá discernir melhor as opções estratégicas, táticas e operacionais para o seu negócio.
2 – A implementação de áreas de Gestão de Informação em empresas tem dado muita força a esta área no mercado de trabalho. Quais, a seu ver, devem ser os focos dos líderes que ambicionam seguir esta carreira? Como você vê a atuação destes profissionais no futuro?
Para trabalhar com gestão da informação um ponto fundamental é ter uma capacidade analítica desenvolvida, e esse deve ser o primeiro passo para os líderes que ambicionam essa carreira. Complementam essa capacidade a visão holística e o diagnóstico sistêmico, onde o líder deve ser capaz de alinhar suas soluções com as necessidades da organização. Finalmente, uma capacidade de comunicação é fundamental para traduzir as mensagens percebidas em suas análises.
Esses profissionais estarão embasando a tomada de decisão nas empresas. Combinando as características acima (capacidade analítica, visão holística, diagnóstico sistêmico e comunicação) eles permitirão que os processos decisórios fluam de maneira mais eficiente e dêem mais impacto às estratégias das empresas.
3 – Qual o seu perfil ideal de líder? Em quem você se espelhou?
Para mim o líder ideal é um que equilibra e facilita o time. Ele consegue fazer surgir o melhor daquelas pessoas e as engaja de uma forma única e poderosa. Esse time trabalha integrado e se complementando, com interações produtivas e entregas de alto desempenho.
Eu me espelhei em pessoas que conseguiram fazer isso acontecer em alguns momentos, como um professor meu de artes marciais, uma líder que eu tive na AIESEC e um facilitador que já nos conduziu a algumas decisões. Não conheço algum líder que seja perfeito sempre, mas reconheço momentos brilhantes de alguns líderes. É nesses momentos que me espelho.
4 – Quais seriam, a seu ver, as duas maiores tendências de mercado que influenciarão as empresas nos próximos dois anos?
Primeiramente a Conectividade, pois estamos evoluindo a forma como as pessoas se comunicam e, principalmente, como elas percebem o mundo a sua volta. Cada vez mais surgem novos meios de adquirir e interagir com informações. Setores diretamente ligados com a evolução tecnológica, como o de Telecomunicações, estarão à frente dessa mudança, mas não serão os únicos afetados.
Outra tendência é a Gestão de Talentos, principalmente pela interação cada vez mais forte de gerações diferentes nos postos de trabalho e a necessidade de fidelização desses empregados. O mundo vive uma escassez de talentos perene pelo fato de que as exigências sempre variam e de que as necessidades de trabalho não são previsíveis. Nesse cenário o investimento nos talentos é fundamental, bem como em mantê-los nas organizações.






